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Histórico Carmim

CARMIM PERMANENTE

 

1. Gravura de uma nopaleria mexicana vista por um viajante no século XVIII. É na nopal, que se encontra uma das espécies de Cochonilha, praga que gera o corante Carmim genuíno. The Manner of Propagating, Gathering and Curing ye Grana or Cochineal, 1725, Hunt Institute for Botanical Documentation, Carnegie Mellon University, Pittsburgh.

 

Carmim Permanente é o nome que a Joules & Joules escolheu para o pigmento PR 146, substituto do Carmim genuíno, cor vermelha azulada que tem sido empregada como corante e pigmento lacado desde a antiguidade, feita a partir de insetos de duas espécies: Cochonilha e Kermes. Já o PR 146, faz parte da subdivisão dos Naftol Red AS, pertencente a vasta e complexa família de pigmentos orgânicos sintéticos chamada Pigmentos Azo.

Os Pigmentos Azo são subdivididos em Naphtol AS e B-Naphtol, mas ainda abrigam os Pigmentos Benzimidazolone, Monoazo (Arylide), Disazo (Diarylide), entre outros. Os Pigmentos Naftol Red AS, assim como os B-Naphtol, oferecem uma ampla gama de cores que vão do vermelho amarelado e médio ao bordô, carmim, marrom e violeta. Os pigmentos de Naftol AS são utilizados principalmente em tintas de impressão tipográfica, offset, rotogravura e flexografia para embalagens. 

O início do desenvolvimento dos Naftol AS remonta a 1892 quando o químico Schopf, na tentativa de preparar um ácido, acabou desenvolvendo uma rota sintética que gerou um Naftol AS. Apesar disso, o Naftol AS só foi redescoberto em 1909, quando a BASF na Alemanha reivindicou uma patente para um corante. Em 1911, novos experimentos na síntese desses pigmentos levaram a companhia química alemã Griesheim-Elektron à descobertas que provocaram avanços importantes no campo dos Naphthol AS tornando-os mais estáveis a solventes, mais resistentes à luz e com poder de fixação da cor mais uniforme.

2. Estrutura química geral dos pigmentos Naphtol AS

Essas descobertas deram início a um rápido desenvolvimento que gerou uma introdução contínua de novos pigmentos de Naftol AS. Durante as décadas de 1920 e 1930, a companhia química IG Farben, também na Alemanha, aprimorou essa tecnologia e novas cores foram sintetizadas. Nos EUA, o desenvolvimento dos pigmentos vermelhos de Naftol teve início durante a década de 1940 e hoje, pouco mais de um século após sua descoberta, e com cerca de 60 variações cromáticas, os pigmentos Naftol AS continuam a desempenhar um papel importante entre os pigmentos orgânicos sintéticos. Já o histórico do Carmim genuíno feito a partir de insetos... fica para um outro post.

      

  

 

 

 

 

 

 

 

 

  3. Murra de tinta Carmim Permanente da Joules & Joules.

 

 

 

BIBLIOGRAFIA

. Feller, Robert (editor), Artists' Pigments: A Handbook of their History and Characteristics Volume 1, National Gallery of Art em associação com a Archetype Publications Ltd, 1989

. Herbst, Willy; Hunger Klaus; Wilker,  Gerhard; Ohleier, Heinfred; Winter, Rainer; Industrial Organic Pigments: Production, Properties, Applications, Third Edition, Ed. Wiley VCH,2004

. https://www.handprint.com/HP/WCL/pigmt1d.html#naphthol

. http://www.artiscreation.com/red.html#PR146

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